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Pelé viaja à Guiana para ver confronto entre equipes que o homenageiam

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Um país marcado pela pobreza, que convive com diversos problemas sociais e de pouca infra-estrutura. Uma antiga colônia britânica, que encontrou em um brasileiro um novo rei. Não era qualquer brasileiro. Ele já é rei. Pelé, o Rei do futebol, viajou até a Guiana para ver o clássico entre dois times que o homenageiam.

Como não poderia ser diferente, Pelé foi recebido com toda pompa em sua chegada a Georgetown, capital da Guiana. Ao som de “Pili”, por causa do inglês, língua oficial do país, o Rei era ovacionado onde fosse. Principalmente no National Stadium, onde aconteceu o clássico entre os times locais do Santos F.C. e o Pelé F.C..

O Santos F.C. foi fundado em 1964. Sete anos depois, uma dissidência do Santos criou o Pelé F.C.. O símbolo é uma bola com uma coroa em cima e a camisa é amarela, em referência ao Brasil.

O Pelé F.C. venceu o Santos F.C. por quatro a um. Mas o placar ficou em segundo plano com a presença do Rei do Futebol no pequeno país.

Bebeto e Romário repetem parceria de 1994 no comando do América-RJ

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Parceiros de ataque na conquista do tetracampeonato mundial, em 1994, Bebeto e Romário voltam a trabalhar juntos, agora do lado de fora dos campos: Bebeto e Romário vão trabalhar juntos no América-RJ, que volta em 2010 à elite do Campeonato Carioca.

Bebeto aceitou nesta quarta-feira (16) o convite de Romário, que é o gerente do América, e terá sua primeira experiência como técnico. O auxiliar será Lira, que atuou como técnico na reta final da Série B do Carioca, voltará a ser auxiliar, ao lado de Lucho Nizzo, treinador da seleção brasileira sub-17.

O América deve organizar uma entrevista coletiva com Bebeto até o fim desta semana. Na segunda-feira (21) ele comanda o primeiro treino da equipe, que estreia no Campeonato Carioca no dia 16 de janeiro, contra o Madureira.

Final do Brasileirão tem audiência modesta em SP

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A última rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol rendeu 23 pontos de média à Globo na Grande São Paulo, segundo dados preliminares do Ibope. Trata-se de uma audiência modesta, dentro da média recente das transmissões dos domingos, que já teve dias bem melhores.

A Globo transmitiu para São Paulo o jogo entre Botafogo e Palmeiras, que, com a vitória do Cruzeiro sobre o Santos, resultou na eliminação do clube Paulista da disputa da Libertadores de 2010. No Rio, a emissora exibiu jogo do Flamengo, campeão, e bateu nos 50 pontos de pico no Ibope.

Em Curitiba, a torcida invadiu o campo do estádio Couto Pereira assim que o Coritiba foi rebaixado, após empatar com o Fluminense, e agrediu juiz e policiais. A Globo, que exibia o finalzinho do jogo, cortou a transmissão e impediu o telespectador de ver a violência.

Veja as alterações no topo da tabela na última rodada do Brasileiro

Inter quase roubou o título do Flamengo, mas time carioca virou contra o Grêmio

Flamengo, Internacional, Palmeiras e São Paulo entraram na última rodada com chance de conquistar o título do Campeonato Brasileiro. Foram muitas variações nas classificações dessas equipes no correr dos jogos.

Quase que simultaneamente, o Grêmio marcou um 1 a 0 contra o Flamengo e o Internacional abriu o placar contra o Santo André, resultado que lhe daria o título.

A agonia do Flamengo durou até os 24min da segunda etapa, quando Ronaldo Angelim marcou o gol que virou o jogo para a equipe carioca contra o Grêmio e lhe devolveu o título.

Além disso, o Cruzeirou ainda podia tirar Palmeiras e São Paulo da Libertadores de 2010. E o time mineiro conseguiu o seu objetivo com ua vitória por 2 a 1 sobre o Santos. Quem ficou de fora foi o Alviverde de Palestra Itália, que perdeu por 2 a 0 para o Botafogo.

Veja uma imagem com as variações no topo da tabela do Brasileiro:

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Fluminense segura pressão no Paraná, continua na Série A e rebaixa o Coritiba

Tricolor arranca empate heroico no Sul e Coxa cai no ano do centenário



No único duelo da última rodada do Campeonato Brasileiro em que os dois times brigavam contra o rebaixamento, a festa foi tricolor. O Fluminense arrancou um empate por 1 a 1 com o Coritiba neste domingo, no estádio Couto Pereira, e garantiu a permanência na elite em 2010 após uma invencibilidade de 11 jogos nas últimas rodadas (sete vitórias e quatro empates). Marquinhos fez o gol do Flu e Pereira igualou.

Este empate acabou rebaixando o time paranaense no ano de seu centenário. Outro resultado que determinou a queda do Coxa foi a vitória do Botafogo sobre o Palmeiras por 2 a 1, no Engenhão. Os paranaenses terminaram na 17ª colocação, com 45 pontos e fará companhia a Santo André, Náutico e Sport. O Flu acabou em 16º, com 46, enquanto o Alvinegro foi o 15º, com 47.

Gols saem no primeiro tempo

Empurrado pela torcida, que fez uma linda festa antes da partida, o Coritiba começou em cima do Fluminense e criou sua primeira oportunidade de gol aos quatro minutos, quando Renatinho foi derrubado por Dalton na entrada da área. Marcos Aurélio cobrou com categoria e a bola passou à esquerda da meta de Rafael.

A resposta dos visitantes veio aos oito. Conca bateu escanteio pelo lado direito e Vanderlei saltou para evitar o gol olímpico do argentino. Aos 11, o Coxa voltou ao ataque. Marcelinho Paraíba desceu pela esquerda e tocou para Rodrigo Heffner, que fez o giro e bateu por cima.

Um lance polêmico gerou muita reclamação por parte do Flu aos 21 minutos. Após cobrança de escanteio, Fred deu leve desvio na bola e tirou de Vanderlei, mas Jeci chegou rapidamente e afastou quando a bola ia entrando. Os tricolores pediram gol, mas o árbitro mandou o jogo seguir.

Aos 26, finalmente a reda balançou no Alto da Glória. Fred rolou a bola na cobrança de falta e Marquinhos chutou com força, no canto esquerdo de Vanderlei: 1 a 0 Flu. O Coxa não se abalou com o gol e quase chegou à igualdade aos 30, quando Marcelinho soltou a bomba da entrada da área. A bola subiu muito.

De tanto pressionar, o time da casa conseguiu o empate aos 35. Marcelinho Paraíba bateu falta na cabeça de Pereira, que testou firme e Rafael não alcançou. No último bom momento da primeira etapa, Fred achou espaço para concluir da entrada da área, mas chutou muito fraco e facilitou a defesa de Vanderlei.

Pressão do Coxa, lágrimas e confusão no fim

O Fluminense voltou atrasado para o gramado e o segundo tempo começou no Couto Pereira quando a bola já estava rolando no Engenhão. Aos quatro minutos, Jailton fez falta dura em Alan e o atacante tricolor deixou o campo de maca, dando lugar a Adeílson. No embalo, Ney Franco tirou Pedro Ken e colocou Carlinhos Paraíba no Coxa.

Livre de marcação, Ariel teve a chance de virar o placar aos nove, mas bateu mal, em cima da zaga tricolor. Aos 15, outra baixa no Flu. Adeílson, que ficou pouquíssimo tempo em campo, saiu machucado e deu lugar a Equi Gonzalez.

A esta altura, o Botafogo vencia o Palmeiras por 2 a 0, resultado que deixava o jogo no Sul ainda mais dramático. Entretanto, as chances de gol eram escassas de ambos os lados. Marcelinho Paraíba chegou pela esquerda e cruzou aos 32, mas Rafael saiu bem do gol e tirou de soco.

Aos 37, Marcelinho Paraíba recebeu na área, fez o giro e Rafael voltou a aparecer bem. A pressão dos donos da casa foi muito grande nos últimos minutos. O time abusou das jogadas aéreas, mas a defesa tricolor segurou o resultado. Choro de tristeza nas arquibancadas do Couto Pereira. Alegria e alívio para o time de guerreiros do Flu, que conseguiu salvar a equipe quando poucos ainda acreditavam.

Após o apito final, cenas lamentáveis. Torcedores do Coritiba invadiram o gramado para agredir o árbitro gaúcho Leandro Vuaden. A Polícia Militar teve de intervir e houve confronto generalizado. Cadeiras do estádio foram destruídas por vândalos.

CORITIBA 1 x 1 FLUMINENSE
Vanderlei, Rodrigo Heffner (Márcio Gabriel), Pereira, Jeci e Renatinho; Jailton, Leandro Donizete, Pedro Ken (Carlinhos Paraíba) e Marcelinho Paraíba; Marcos Aurélio e Ariel (Rômulo) Rafael; Gum, Dalton e Cássio; Mariano, Diogo, Maurício, Conca e Marquinho (Dieguinho); Alan (Adeílson) (Equi Gonzalez) e Fred
Técnico: Ney Franco. Técnico: Cuca.
Gols: Marquinho, aos 26 minutos do primeiro tempo; Pereira, aos 35.
Cartões amarelos: Cartões amarelos: Dalton, Rafael, Marquinho, Equi Gonzalez (Fluminense). Leandro Donizete, Jaílton e Marcelinho Paraíba (Coritiba).
Estádio: Couto Pereira, em Curitiba (PR). Data: 06/12/2009. Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS). Auxiliares: Auxiliares: Marcio Eustaquio S. Santiago (Fifa/MG) e Paulo Ricardo Silva Conceição (RS)

Após arrancada histórica, Flamengo é campeão brasileiro

Na reta final do campeonato, time deixa para trás equipes favoritas e conquista o título

Foto por Maurício Val/Vipcomm
O zagueiro David comemora seu gol, o primeiro na vitória por 2 a 1 do Flamengo sobre o Grêmio, que deu o título ao rubro-negro

Nas duas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro, a zona de rebaixamento. Nas duas últimas, a liderança. Se uma vaga à Libertadores de 2010 já parecia difícil para o Flamengo até dois meses atrás, a arrancada do time rumo ao título de campeão brasileiro inverteu a lógica desta edição do campeonato. Neste domingo (6), os jogadores fizeram sua parte, e 2 a 1 sobre o Grêmio, no Maracanã lotado, deu um final feliz a uma das maiores recuperações de um time já vistas no futebol brasileiro. O sexto título brasileiro veio 17 anos após a última conquista do time, em 1992.

Depois de vencer o Estadual do Rio, no primeiro semestre, o Flamego teve um início de Brasileiro complicado. Nas duas rodadas iniciais, o time chegou a ocupar a 19ª colocação. Mesmo reforçado com o atacante Adriano, que rescindiu seu contrato com a Inter de Milão em abril deste ano, a equipe não se encontrou na competição sob o comando do técnico Cuca. Sem conseguir bons resultados, o treinador acabou demitido após o empate por 1 a 1 com o Barueri, pela 13ª rodada, a quarta partida seguida sem vitória. Naquele momento, o Flamengo ocupava a oitava colocação na tabela.

Porém, depois da chegada do técnico Andrade, que foi efetivado após vitórias na 14ª e 15ª rodadas, e dos reforços de Petkovic e Maldonado, o Flamengo passou a evoluir, lentamente, na competição. Na mesma época, o time perdeu o volante Kléberson, que se machucou em jogo da seleção brasileira.

A reação só começou realmente na 22ª rodada do Brasileiro, quando o time era o décimo colocado. Nos oito jogos seguintes, somou seis vitórias e dois empates, resultados que levaram o clube à vice-liderança na 30ª rodada. Dois jogos mais tarde, o clube atingiu dez partidas de invencibilidade no Brasileiro, fato inédito desde que o campeonato passou a ser disputado por pontos corridos, em 2003.

Foto por Maurício Val/Vipcomm
O zagueiro David comemora seu gol, o primeiro na vitória por 2 a 1 do Flamengo sobre o Grêmio, que deu o título ao rubro-negro.

Com chance de título, Palmeiras encara o Botafogo

Ameaçado pelo rebaixamento, cariocas dependem de uma vitória para permanecer na elite

O estádio Engenhão será o local do encontro de dois clubes de grande tradição no futebol brasileiro em clima de decisão. Botafogo e Palmeiras projetam um confronto emocionante neste domingo (6), às 17h, na briga por objetivos distintos. Os paulistas ainda sonham com o título do Campeonato Brasileiro, enquanto os cariocas estão desesperados com o fantasma do rebaixamento.

A situação do Palmeiras em relação à conquista do troféu nacional é complicada. Além de derrotar o Botafogo, a equipe comandada pelo técnico Muricy Ramalho depende de tropeços de Flamengo e Internacional, que atuam em casa, respectivamente, contra Grêmio e Santo André.

Embora dependa da combinação de resultados, o volante palmeirense Edmilson garante estar focado no título.

- Temos que ir atrás de um bom resultado para, pelo menos, alcançar a vaga na Libertadores da América. Seria uma grande frustração ficar fora do G-4, o ano iria para o lixo.

A principal preocupação de todos os concorrentes ao título é postura do Grêmio contra o Flamengo. Além de não brigar por mais nada no Campeonato Brasileiro, o Tricolor do Rio Grande do Sul ainda foi alvo de especulações de que "entregaria" a partida para prejudicar o rival Internacional.

O volante do Palmeiras descarta o “corpo mole” porque a atitude poderia manchar o currículo.

- Acho normal torcedores e até dirigentes serem contra beneficiar o rival, mas acredito que os jogadores vão se esforçar em campo. O nome de todo mundo estará em jogo.

Durante a semana, o elenco do Palmeiras viveu novos problemas fora dos gramados. O atacante Vagner Love foi atacado por torcedores quando resolvia assuntos particulares no banco. Os integrantes da torcida organizada Mancha Alviverde acabaram presos.

Portanto, o elenco tem a importante missão de provar que não vai entrar abalado psicologicamente com a pressão dos palmeirenses. A diretoria fez a sua parte e mandou os atletas novamente para o clima tranquilo da concentração na cidade em Itu.

Na escalação, a boa notícia para Muricy Ramalho é a presença, após cerca de três meses, das principais peças do elenco juntas. O volante Pierre e o lateral esquerdo Armero estão de volta após cumprirem suspensão automática contra o Atlético-MG. Já o zagueiro Maurício Ramos e o meia Cleiton Xavier entram em campo pela segunda vez seguida depois de graves lesões.

Por outro lado, o Botafogo - com 44 pontos e na zona de rebaixamento - depende de um simples triunfo para permanecer na 1ª Divisão. O empate pode servir, desde que o Fluminense derrote o Coritiba no Paraná.

Em caso de derrota, o Alvinegro voltará para a Série B, que já disputou em 2003, entrando assim em uma crise que pode gerar até mesmo drásticas mudanças na diretoria. Nos corredores de General Severiano se fala até mesmo em um golpe para derrubar o presidente Maurício Assumção.

O fato de o confronto ter contornos de decisão realmente está mexendo com os jogadores alvinegros, que não pensam em outro resultado que não seja a vitória. O meia Lúcio Flávio resumiu o pensamento do elenco.

- O Botafogo vai jogar em casa, onde vem realizando grandes partidas como aconteceu na vitória sobre o São Paulo. Sabemos que deixamos para a última rodada a definição de uma situação que poderia estar normalizada há alguns jogos, mas agora não temos tempo de lamentar.

A possibilidade de vitória tem sido muito trabalhada pelo técnico Estevam Soares, que vem destacando em suas preleções o fato de o Botafogo depender apenas do próprio resultado para evitar a queda.

- Apesar de estarmos chegando para esta última rodada na zona de rebaixamento e vindo de uma derrota para o Atlético-PR (2 a 0), Papai do Céu foi muito bom para a nossa equipe e graças a Deus chegamos a essa última rodada dependendo das nossas próprias forças para evitarmos o rebaixamento. Temos que nos agarrar justamente a essa possibilidade.

Para a decisão, o Botafogo tomou uma postura curiosa: divulgou a escalação com bastante antecedência. O zagueiro Juninho e o atacante Josbon, que cumpriram suspensão na derrota para o Furacão, retornam, assim como o atacante Reinaldo - recuperado de lesão na coxa direita. Assim, Estevam repete a escalação que derrotou o São Paulo em uma das melhores atuações do Glorioso no Brasileirão.

FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO-RJ x PALMEIRAS-SP
Local
: Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 6 de dezembro de 2009 (Domingo)
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Gaciba (Fifa-RS)
Assistentes: Erich Bandeira (Fifa-PE) e José Antônio Chaves (RS)

BOTAFOGO: Jéfferson, Alessandro, Juninho, Wellington e Diego; Leandro Guerreiro, Fahel, Renato e Lucio Flavio; Jobson e Reinaldo
Técnico: Estevam Soares

PALMEIRAS: Marcos; Figueroa, Maurício Ramos, Danilo e Armero; Pierre, Edmilson, Cleiton Xavier e Deyvid Sacconi; Diego Souza e Vagner Love.
Técnico: Muricy Ramalho

São Paulo pega Sport e seca rivais por milagre

Dagoberto volta ao ataque, Hugo permanece no time e Junior Cesar ficará no banco

Depois de fazer festa ao término das últimas três edições do Campeonato Brasileiro, o São Paulo se apega à esperança de um milagre para levantar o troféu neste domingo (6) às 17h.

A expectativa do Tricolor era de que o jogo contra o lanterna Sport, no Morumbi, fosse a celebração de mais uma conquista, mas os tropeços diante de Botafogo e Goiás distanciaram a equipe de Ricardo Gomes da ponta.

Mesmo assim, o elenco se une na esperança final de reverter a situação. O volante Jean ainda acredita na conquista.

- Se temos alguma chance, mesmo que pequena, eu quero ser campeão. Não quero saber se tem de acontecer um rebuliço ou passar por um furacão. Eu creio no título.

De olho no líder Flamengo (64 pontos), que enfrentará o Grêmio, o São Paulo ocupa a quarta posição no Brasileirão, com 62, mesmo número de Internacional e Palmeiras, que levam vantagem nos critérios de desempate.

Portanto, para ficar com a taça, o Tricolor precisa vencer sua partida e ainda torcer por tropeços do Rubro-negro e do Colorado, além de ter que tirar a desvantagem no saldo de gols em relação ao Verdão.

O zagueiro Miranda pede concentração total no jogo e só depois do término das partidas descobrir a posição do São Paulo no campeonato.

- Como os jogos são todos no mesmo horário, o importante para o São Paulo é fazer sua parte e vencer a partida. Depois, vamos ver se terminamos em primeiro, segundo, terceiro...

Além de alimentar o sonho do título, o Tricolor precisa também pensar em garantir a vaga na próxima Copa Libertadores da América. Para não correr o risco de perder a vaga para o Cruzeiro, o time de Ricardo Gomes precisa de um simples empate, mas este não é o pensamento do clube.

O atacante Washington avisa que a equipe nem pensa em empatar e vai dar o máximo para vencer o Sport.

- Há muito equilíbrio no campeonato e pode acontecer bastante coisa. Não vamos desistir jamais. Faremos nossa parte e depois esperaremos para ver o que acontece.

Para buscar o triunfo, Ricardo Gomes tem novidades na equipe. Dagoberto, que cumpriu suspensão de três jogos imposta pelo STJD (Supremo Tribunal de Justiça Desportiva), volta a formar dupla de frente com Washington.

Hugo, que foi improvisado na defesa na rodada passada, não perderá lugar no time. O meia será recolocado em sua posição de origem, enquanto Jorge Wagner atuará na esquerda. Com isso, Junior Cesar fica apenas no banco de reservas, depois de ter recebido críticas pela derrota contra o Goiás.

Já o Sport entra em campo para salvar sua honra. O presidente Silvio Guimarães teve uma conversa com o elenco e pediu dignidade na partida contra o São Paulo, para se despedir da Série A sem passar vergonha no Morumbi.

O volante Zé Antônio está fora da partida em função do terceiro cartão amarelo. Desta forma, Hamilton assume um lugar no meio-campo. O lateral direito Moacir, por sua vez, está de volta à equipe.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO X SPORT
Local
: Estádio Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 6 de dezembro de 2009, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF)
Assistentes: Ênio Ferreira de Carvalho e César Augusto de Oliveira Vaz (Ambos do DF)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Renato Silva, André Dias e Miranda; Jean, Arouca, Hernanes, Hugo e Jorge Wagner; Dagoberto e Washington
Técnico: Ricardo Gomes

SPORT: Magrão; Igor, César e Durval; Moacir, Hamilton, Fabiano, Fininho e Dutra; Vandinho e Wilson
Técnico: Levi Gomes

Contra França, Parreira tenta vingar demissão inesperada e maior vexame da carreira

Técnico da África do Sul enfrenta time que o derrotou em três Mundiais

A população da África do Sul pode não ter gostado do difícil grupo em que a seleção nacional caiu na Copa do Mundo de 2010, mas o técnico Carlos Alberto Parreira tem uma motivação extra para enfrentar a França, rival mais complicado de uma chave que ainda tem México e Uruguai.

O treinador foi eliminado pelos franceses em duas Copas do Mundo, em situações pouco convencionais e que marcaram negativamente a carreira do técnico, campeão do mundo em 1994 com a seleção brasileira. Também houve uma outra derrota, em 1982. Há, portanto, um ar de vingança no Grupo A do Mundial de 2010.

Na Espanha-1982, o Kuweit, primeira aventura de Parreira como treinador em Copas do Mundo, foi goleado por 4 a 1 pela França na primeira fase, em jogo que praticamente enterrou as chances da seleção asiática e teve a inusitada invasão ao gramado de um sheik, que incrivelmente conseguiu anular um gol francês após reclamar com o árbitro.

Em 1998, quando treinava a Arábia Saudita, Parreira viveu uma situação nada comum em Copas do Mundo: foi demitido no meio do Mundial após a segunda derrota seguida, em uma partida contra a França e que terminou com o placar de 4 a 0 para os anfitriões.

Na época, Parreira era um técnico ainda com o prestigio em alta após a conquista do Mundial anterior, com o Brasil. Naquele momento, o treinador sofreu o seu primeiro baque em Copas do Mundo, mas muito menor do que o ocorrido oito anos depois.

Na Copa da Alemanha, em 2006, Parreira chegou ao torneio como favorito ao título depois dos ótimos resultados do Brasil nos amistosos e competições anteriores. O quadrado mágico, apelido dado a Ronaldo, Adriano, Kaká e Ronaldinho Gaúcho, era a grande esperança.

Entretanto, a seleção brasileira mostrou futebol inconsistente desde o início do Mundial, embora tenha chegado às quartas de final com quatro vitórias em quatro partidas. No duelo contra os franceses, o Brasil foi amplamente dominado pela equipe comandada pelo meia Zinedine Zidane, que teve uma atuação de gala. A seleção foi eliminada com um gol do atacante Thierry Henry, em derrota por 1 a 0.

Contra a França, portanto, o técnico da África do Sul tem 0% de aproveitamento em Copas do Mundo: são três jogos e três derrotas.

Os outros dois adversários do grupo também são conhecidos por Parreira e possuem retrospectos recentes positivos contra o treinador. No período em que esteve na seleção brasileira antes da Copa do Mundo de 2006, o técnico enfrentou mexicanos três vezes, com uma vitória, um empate e uma derrota. Contra os uruguaios, foram três empates.

Campeonato Brasileiro foi outro na reta decisiva

Isoladas, dez últimas rodadas tiveram Fluminense como líder e Palmeiras na degola

Até o início da 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, há dez rodadas, o Palmeiras era o líder e o Flamengo ocupava apenas a sexta colocação na tabela. Nas dez rodadas que se seguiram, porém, a situação na ponta da tabela e na zona do rebaixamento mudou diversas vezes. O RD1 simulou um campeonato da reta decisiva do Brasileirão, em que somente os dez últimos jogos de cada equipe foram contabilizados. E os resultados foram surpreendentes.

A primeira grande mudança foi na liderança. Se após o final da 27ª rodada o Palmeiras era primeiro colocado, no “campeonato da fase decisiva”, por incrível que pareça, o Fluminense ocupa a liderança. Nesse período final do torneio o Palmeiras caiu tanto de produção que fica na 17ª posição, com percentual de aproveitamento de pontos semelhante ao dos times que foram rebaixados. Enquanto o Fluminense somou 24 pontos nos dez últimos duelos, o alviverde paulista fez apenas nove. Ao mesmo tempo em que subiu no Brasileiro, o time carioca ainda conseguiu chegar à final da Copa Sul-Americana.

Quem lucrou com a queda de rendimento do time de Muricy Ramalho foi o Flamengo. O time carioca era o sexto colocado há dez jogos atrás. No entanto, o rubro-negro marcou 21 dos 30 pontos possíveis nos dez compromissos seguintes, 12 a mais que o Palmeiras, o que o coloca na terceira posição na tabela da reta final e na liderança do Brasileiro, com boas chances de se tornar campeão neste domingo (6), no Maracanã, contra o Grêmio.

A exemplo do que fez o ex-líder do torneio, outro paulistas também sofreram para conseguirem bons resultados quando o torneio chegou em sua fase decisiva. A situação ficou tão ruim que o São Paulo, em oitavo, com 14 pontos feitos, foi o melhor representante do Estado nesses jogos. Ainda assim, o tricolor paulista teve desempenho bem diferente do que conseguiu até o início da 28ª rodada, quando ocupava a vice-liderança.

Por outro lado, os cariocas deixaram para mostrar suas forças quando muitos times já pensavam que os representantes do Rio de Janeiro seriam “saco de pancadas”. Além de o Fluminense ser o time de melhor performance nas dez últimas rodadas do Brasileiro, e o Flamengo o terceiro, o Botafogo aparece na quinta colocação desta fase do Nacional, com 17 pontos marcados nos últimos 30 possíveis.

Cristiano Ronaldo aponta Brasil como favorito e diz: 'Não estou muito contente'

Para astro do Real Madrid, Portugal terá dificuldades no grupo G da Copa

aior estrela da seleção de Portugal, o atacante Cristiano Ronaldo não ficou satisfeito com o sorteio de grupos para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Companheiro de Kaká no Real Madrid, o jogador ressaltou a dificuldade do Grupo G, que reúne também Brasil, Costa do Marfim e Coreia do Norte.

- É um grupo muito complicado. Vai ser muito difícil, mas não importa, o sorteio foi este e não vale a pena nos queixar. O Brasil é a equipe mais forte. Eu não estou muito contente, mas é assim – disse o jogador.

Para Cristiano Ronaldo, Portugal terá que "dar o melhor" para passar de fase, pois a Costa do Marfim "é um adversário duro e a Coreia corre muito". A seleção fará sua estréia contra os africanos, e o atacante espera dificuldades.

- Devemos unir forças para tentar ganhar o primeiro jogo e entrar com o pé direito. Será complicado derrotar a Costa do Marfim, mas acho que é possível.

Brasileiros Nilmar e Grafite concorrem ao prêmio de gol mais bonito de 2009 em votação da Fifa

Os atacantes Nilmar e Grafite vão disputar o prêmio da Fifa pelo gol mais bonito de 2009. A entidade máxima do futebol anunciou nesta sexta-feira (4) os dez finalistas.

O vencedor será escolhido por votação no site oficial da Fifa e anunciado junto com a premiação dos melhores jogadores do ano, no próximo dia 21.

Nilmar, ex-Internacional e hoje no Villarreal (Espanha), concorre pelo primeiro gol da equipe gaúcha no Campeonato Brasileiro deste ano. O atacante escapou de oito jogadores do Corinthians na estreia da competição e fez o gol da vitória no estádio do Pacaembu, na capital paulista.

Grafite, ex-São Paulo e hoje no Wolfsburg (Alemanha), é um dos candidatos mais fortes ao prêmio. O atacante escapou de quatro zagueiros e também do goleiro do Bayern de Munique, maior time alemão, e tocou de calcanhar para fazer o gol.

O português Cristiano Ronaldo também disputa o prêmio. O craque está na briga pelo golaço na vitória do Manchester United sobre o Porto pela Liga dos Campeões da Uefa.

O gol do meia palmeirense Diego Souza, do meio-de-campo, no último domingo (29), não foi disputa a votação. O prêmio da Fifa leva o nome do húngaro Puskás, um dos maiores atacantes da história do Real Madrid e do futebol mundial.

Veja os dez concorrentes ao gol mais bonito do ano:

- Nilmar (Brasil), Corinthians 0 x 1 Internacional, 10 de maio, Campeonato Brasileiro

- Grafite (Brasil), Wolfsburg 5 x 1 Bayern de Munique, 4 de abril, Campeonato Alemão

- Cristiano Ronaldo (Portugal), Manchester United 1 x 0 Porto, 15 de abril, Liga dos Campeões

- Fernando Torres (Espanha), Liverpool 4 x 0 Blackburn, 11 de abril, Campeonato Inglês

- Katlego Mphela (África do Sul), África do Sul 3 x 2 Espanha, 28 de junho, Copa das Confederações

- Iniesta (Espanha), Chelsea 1 x 1 Barcelona, 6 de maio, Liga dos Campeões

- Adebayor (Togo), Villarreal 1 x 1 Arsenal, 7 de abril, Liga dos Campeões

- Essien (Gana), Chelsea 1 x 1 Barcelona, 6 de maio, Liga dos Campeões

- Landin (México), Morelia 1 x 1 Cruz Azul, 12 de abril, Campeonato Mexicano

- Eliran Atar (Israel), Bnei Yehoda 1 x 1 Maccabi Netanya, 7 de fevereiro, Campeonato Israelense

Veja perfil de jogadores que vão enfrentar o Brasil na Copa

Destaques são o português Cristiano Ronaldo e o marfinense Didier Drogba

O sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2010 colocou o Brasil no Grupo G, juntamente com Coreia do Norte, Costa do Marfim e Portugal. Veja quais são alguns dos destaques de cada uma destas seleções.

COREIA DO NORTE

Hong Yong-Jo (foto)
- atacante, 27 anos
- joga pelo FC Rostov, da Rússia
- último gol pela seleção: setembro de 2008, 1 a 1 contra a Coreia do Sul pelas eliminatórias da Copa
- principal arma: boa pontaria

Jong Tae-Se
- atacante, 25 anos
- joga pelo Kawasaki Frontale, do Japão; (companheiro dos brasileiros Vítor Júnior e Renatinho, ex-Santos, e Juninho, ex-Palmeiras)
- fez seis gols em 12 jogos na temporada 2009 até agora; pela seleção, fez apenas um gol nas eliminatórias
- apelido: Wayne Rooney asiático (segundo site da Fifa)
- nasceu em Nagoya, no Japão
- principal arma: velocidade

Mun In Guk
- meia, 32 anos
- capitão da seleção, esteve em 22 jogos das eliminatórias e fez dois gols
- com ele, a Coreia do Norte venceu nove jogos, empatou sete e perdeu seis nas eliminatórias
- principal arma: liderança e organização da equipe

COSTA DO MARFIM


Didier Drogba, Costa do Marfim

Didier Drogba é o principal atacante do Chelsea (Inglaterra) e da seleção da Costa do Marfim

Didier Drogba
- atacante, 31 anos
- joga pelo Chelsea, da Inglaterra
- artilheiro da seleção, com 41 gols em 60 jogos
- em grande fase, já fez 11 gols em 13 partidas nesta temporada pelo clube inglês (ao todo, soma 66 gols em 147 partidas pelo Chelsea)
- principais arma: chutes da entrada da grande área e força física

Yaya Touré
- meia, 26 anos
- joga pelo Barcelona, da Espanha
- renovou recentemente com o time espanhol e disse aos jornais espanhóis: "não renovei para ser reserva".
- principais armas: forte marcação e passe preciso

Salomon Kalou
- atacante, 24 anos
- joga pelo Chelsea, da Inglaterra
- apontado como "herdeiro" de Drogba na seleção e no clube inglês
- tem nove gols em 17 partidas pela seleção marfinesa
- ainda não marcou pelo Chelsea nesta temporada (fez 20 pelo time em quatro anos)
- principal arma: chutes da entrada da grande área

Outros destaques:
- Emmanuel Eboué, lateral do Arsenal
- Didier Zokora, meia do Sevilla
- Aruna Dindane, atacante do Portsmouth
- Arouna Koné, atacante do Sevilla
- Emerse Faé, meia do Nice

PORTUGAL

CRISTIANO RONALDO

Cristiano Ronaldo

Eleito melhor jogador do mundo em 2008, Cristiano Ronaldo pega o Brasil no 3º jogo da primeira fase.

- meia-atacante, 24 anos
- joga pelo Real Madrid, da Espanha
- atual melhor jogador do mundo, segundo eleição da Fifa
- contratação mais cara da história do futebol (cerca de R$ 250 milhões)
- artilheiro da Liga dos Campeões da Uefa em 2007/2008, pelo Manchester United
- atual artilheiro da Liga dos Campeões da Uefa, pelo Real Madrid
- último gol pela seleção: 1 a 0 em amistoso contra a Finlândia em fevereiro de 2009
- principais armas: cobranças de falta fortes e precisas, e dribles rápidos

DECO
- meia, 32 anos
- joga pelo Chelsea, da Inglaterra
- brasileiro naturalizado português; foi revelado pelo Corinthians
- recuperou a boa forma e já fez dois gols em nove jogos nesta temporada
- principal arma: passes incríveis

LIEDSON
- atacante, 31 anos
- joga pelo Sporting Lisboa, de Portugal
- brasileiro naturalizado português; fez sucesso no Flamengo e Corinthians
- marcou gol em sua estreia na seleção portuguesa; tem dois gols em seis jogos por Portugal
- principal arma: velocidade

Outros destaques:
- Nani, atacante do Manchester United
- Simão Sabrosa, atacante do Atlético de Madrid
- Tiago, meia da Juventus
- Paulo Ferreira, lateral do Chelsea
- Ricardo Carvalho, zagueiro do Chelsea

Bola da Copa do Mundo substitui trajetória errática por voo mais preciso em chutes

Modelo acaba com terror para os goleiros e chega ao público por quase R$ 400

A bola da Copa do Mundo de 2010 substituirá o voo propositalmente errático do modelo do Mundial de 2006 e promete ser mais precisa em sua trajetória, afirmou nesta sexta-feira (4) a empresa que a fabricou, durante a apresentação oficial do objeto, ocorrida no museu do Futebol, localizado sob as arquibancadas do estádio do Pacaembu, em São Paulo.

O modelo de 2006 causou polêmica após ser feito para dificultar o trabalho dos goleiros, com design que permitia a mudança de direção da bola após o chute.

Para o Mundial da África do Sul, em 2010, ocorrerá o oposto, segundo explicou Luciano Kleiman, diretor de Esporte e Performance da Adidas.

- A intenção da nova tecnologia é garantir mais precisão e um voo mais regular para a bola.

Outra novidade é a diminuição do número de gomos de 14 para oito. A bola tem 11 cores, com destaque para “triângulos curvos”, que dão o contraste entre o branco predominante da bola e as cores azul, verde, vermelha e amarela.

A empresa manteve a bola sem costura e acrescentou ranhuras, destinadas a aumentar a resistência do modelo à ação do vento.

O nome escolhido foi “Jabulani”. O significado da palavra, que vem do idioma Bantu isiZulu, causou uma pequena confusão entre a Fifa e a empresa, uma vez que Kleiman afirmou que o significado é “aquela que traz felicidade aos povos”, enquanto a apresentadora do sorteio dos grupos da Copa do Mundo, a atriz Charlize Theron, deu uma definição diferente: “seja feliz”.

Assim como em 2006, o preço do modelo, que seja às lojas para compra pelo público neste sábado (5), continua salgado: R$ 399,90. Segundo Kleiman, haverá “três ou quatro” modelos similares e inferiores, com preços mais acessíveis.

Como em 2006, as bolas utilizadas no Mundial serão personalizadas, com a partida que está sendo jogada escrita em sua superfície.

Brasil cai em grupo difícil na Copa junto com Portugal e Costa do Marfim

Seleção brasileira fica no grupo G, o preferido da comissão técnica, e também enfrenta a fraca Coreia do Norte na primeira fase

O Brasil não deu a sorte dos últimos mundiais e caiu em um dos grupos mais difíceis da Copa do Mundo de 2010. No sorteio, que aconteceu nesta sexta-feira, na Cidade do Cabo, na África do Sul, a seleção vai enfrentar na primeira fase Portugal, de Cristiano Ronaldo, a Costa do Marfim, de Diedir Drogba, e a Coreia do Norte.

O sorteio começou bem para o time de Dunga, que caiu como cabeça de chave do Brasil do Grupo G, justamente o preferido pela comissão técnica. Desta forma, a seleção faria menos deslocamentos durante a Copa do Mundo e jogaria as duas primeiras partidas na capital Joanesburgo. O primeiro país sorteado para o grupo brasileiro também agradou: a Coreia do Norte. Mas aí os ventos parecem ter mudado de lado. E levaram Costa do Marfim e Portugal para o lado da seleção.

O Brasil estreia na Copa do Mundo no dia 15 de junho, em Joanesburgo, contra a Coreia do Norte, no estádio Ellis Park, local em que a seleção conquistou a Copa das Confederações neste ano. No dia 20 de junho, o Brasil encara a Costa do Marfim, novamente em Joanesburgo, mas no estádio Soccer City. E encerra a participação na primeira fase no dia 25 de junho contra Portugal, em Durban.

Dos adversários da primeira fase, a seleção já enfrentou em Copas do Mundo apenas Portugal. E a lembrança não é boa. Foi em 1966, quando o Brasil foi eliminado na primeira fase após perder por 3 a 1 para os portugueses. Curiosamente, Portugal conta com jogadores nascidos em terras brasileiras como o meia Deco, o zagueiro Pepe e o atacante Liedson.

Se ficar em primeiro lugar no Grupo G, o Brasil pode enfrentar Espanha, Itália, Argentina e Alemanha apenas na final se essas seleções também ficarem na liderança na primeira fase. E em um caminho mais fácil, o Brasil teria pela frente Chile ou Suíça nas oitavas, Holanda ou Paraguai nas quartas, França e Inglaterra na semifinal.

Relembre partidas decisivas dos possíveis palcos do título do Campeonato Brasileiro de 2009

No desfecho mais empolgante do Campeonato Brasileiro desde que a competição passou a ser disputada no sistema de pontos corridos, em 2003, quatro estádios podem abrigar a festa do campeão no domingo (6).

Maurício Val/Vipcomm

No Rio de Janeiro, o Flamengo enfrenta o Grêmio no Maracanã e só precisa vencer para ficar com o título. O estádio foi o grande palco de grandes conquistas da era de ouro do clube rubro negro, na década de 1980. Com Zico como maestro, o time faturou ali os Campeonatos Brasileiros de 1980, 1983 e 1987. Já sem seu maior ídolo, ganhou também em1992.

Mas, foi no estádio que deve abrigar a final da Copa do Mundo de 2014, que o Flamengo teve grandes decepções recentes. Perdeu a final da Copa do Brasil para o modesto Santo Andre em 2004 (derrota por 2 a 0) e foi eliminado ainda nas oitavas de final da Copa Libertadores de 2008 ao perder por 3 a 0 para o América do México depois de vencer a primeira partida por 4 a 2, fora de casa.

A última vez que o Maracanã abrigou uma partida decisiva de título brasileiro foi em janeiro de 2001. O Vasco venceu o São Caetano por 3 a 1 e venceu a Copa João Havelange.

A curiosidade é que o título era para ser decidido em 2000, no estádio São Januário, mas quando a partida estava empatada em 1 a 1, o alambrado caiu e o jogo foi interrompido e adiado para janeiro do ano seguinte, em novo palco.

Em Porto Alegre (RS), O Internacional recebe o Santo André e precisa vencer e torcer por um empate do Flamengo. No seu estádio, na capital gaúcha, o Colorado assegurou a conquista de seus três títulos brasileiros, em 1975, 1976 e 1979 e ainda faturou a Copa Libertadores de 2006, mas perdeu a Recopa Sul-Americana deste ano para a LDU, do Equador.

Outro candidato ao título, o Palmeiras vai até o Rio de Janeiro para enfrentar o Botafogo no Engenhão. O time paulista precisa vencer e torcer por tropeços de Flamengo e Internacional. Inaugurado em 2007, o estádio ainda não abrigou partidas decisivas no futebol.

No Morumbi, o São Paulo joga contra o Sport e precisa da vitória, além de torcer por tropeços de Flamengo e Inter e superar o saldo de gols no Palmeiras para ganhar o quarto título nacional seguido. Das seis conquistas do time tricolor, somente duas foram concretizadas em seu estádio, em 2006 (empate com o Atlético-PR por 1 a 1) e 2007 (vitória sobre o América-RN por 3 a 0), já na era dos pontos corridos.

Foi no maior palco futebolístico da capital paulista que a equipe conquistou duas de suas três Libertadores, em 1992 e 2005, mas perdeu a decisão de 1994 do torneio continental para o Veléz Sarsfield (Argentina, na disputa por pênaltis), em 1994.

Depois de 40 anos, Brasil pode ter rival de elite na primeira fase da Copa do Mundo da África do Sul

O risco de enfrentar um rival de alto nível como a França já na primeira fase da Copa do Mundo é algo a que o Brasil não está acostumado há quatro décadas: o Mundial de 1970, no México, foi o último em que a seleção teve uma pedreira em seu grupo na etapa inicial.

De lá para cá, o Brasil até pegou na primeira fase times que iriam longe na competição, mas certamente não estavam entre os candidatos ao título. Recorde agora como o Brasil iniciou sua participação nas Copas dos últimos 40 anos.


1970 – Grupo da morte
Se houve uma Copa em que o Brasil enfrentou um “grupo da morte” foi em 1970, no México. A Inglaterra era a atual campeã mundial, a Tchecoslováquia tinha um time forte – embrião do que seria campeão europeu, em 1976 – e a Romênia também era considerada um adversário complicado. Liderada por Pelé, a seleção venceu todo mundo e embalou para a conquista do tricampeonato.

1974 – O primeiro africano
Quatro anos depois, na Alemanha Ocidental, o Brasil teve problemas na primeira fase, que teoricamente era considerada fácil: empatou com a Iugoslávia e a Escócia, ambos por 0 a 0, e só se classificou graças a uma sofrida vitória por 3 a 0 contra o Zaire, o primeiro adversário africana da seleção na história das Copas.

1978 – Sofrimento com europeus
Na Argentina, o Brasil foi sorteado num grupo com três seleções europeias, mas nenhuma delas de primeiro escalão – o time da casa, por exemplo, caiu num grupo com Itália e França. Mais uma vez, no entanto, o time nacional começou mal: empatou com a Suécia por 1 a 1 e com a Espanha por 0 a 0. Só conseguiu avançar à segunda fase com uma vitória por 1 a 0 diante da Áustria.

1982 – Aproveitamento 100%
A Espanha viu o primeiro inchaço da Copa do Mundo, com 24 seleções, o que diminuiu a possibilidade de clássicos na primeira fase. O Brasil caiu no mesmo grupo da União Soviética e da Escócia, duas seleções de nível médio, e de uma Nova Zelândia formada por jogadores amadores. Conseguiu três vitorias: 2 a 1 sobre os soviéticos, 4 a 1 nos escoceses e 4 a 0 nos neozelandeses. Mas, como o torcedor dolorosamente sabe, a seleção perdeu na segunda fase para a Itália.

1986 – Mais vitórias
A Espanha foi a primeira rival do Brasil na Copa de 1986, no México, e deu bastante trabalho: a seleção só venceu por 1 a 0, num gol chorado de Sócrates, e até hoje os espanhóis reclamam de um chute de Michel em que a bola bateu dentro do gol, mas o juiz não validou o lance. Os outros adversários foram a Argélia, vencida também por 1 a 0, e a Irlanda do Norte, que o Brasil derrotou por 3 a 0. Mas a seleção caiu nas quartas de final, derrotada nos pênaltis pela França.

1990 – Venceu, mas não convenceu
O chavão cai como uma luva diante do desempenho do Brasil na primeira fase da Copa da Itália, em 1990. Foram três vitórias por apenas um gol de vantagem sobre seleções que, na teoria, pouco assustavam: 2 a 1 sobre a Suécia, 1 a 0 sobre a Costa Rica e novo 1 a 0 contra a Escócia. O torcedor nem teve tempo de se empolgar: nas oitavas de final, uma derrota por 1 a 0 para a Argentina mandou o Brasil mais cedo para casa.

1994 – Ponto perdido
O sorteio do Mundial dos Estados Unidos foi bom para o Brasil, que passou com tranquilidade por seus dois primeiros adversários: 2 a 0 sobre a Rússia e 3 a 0 sobre Camarões – a seleção africana vinha de um honroso quinto lugar na Copa anterior, mas tinha um time envelhecido e mais preocupado em receber seus salários. No último jogo, um empate por 1 a 1 diante da Suécia fez com que a seleção perdesse o aproveitamento de 100% que vinha das três edições anteriores. O Brasil reencontrou os suecos logo depois, com uma vitória por 1 a 0 nas semifinais.

1998 – Derrota, 32 anos depois
O Brasil não perdia um jogo pela primeira fase da Copa do Mundo desde 1966, quando caiu após derrotas para Hungria e Portugal. Na França, em 1998, essa invencibilidade foi embora com o tropeço por 2 a 1 diante da Noruega, de virada. Mas o resultado não comprometeu: a seleção já tinha garantido o primeiro lugar no grupo depois das vitórias sobre Escócia, por 2 a 1, e Marrocos, 3 a 0.

2002 – Aquecimento para o título
O Brasil foi considerado o grande vencedor do sorteio na Copa de 2002, ao cair numa chave com Turquia, China e Costa Rica. Com a bola rolando, de fato foram os turcos que deram mais trabalho ao time brasileiro, que sofreu para vencer por 2 a 1, de virada, graças a um gol num pênalti inexistente – houve falta, mas fora da área. As goleadas posteriores contra China (4 a 0) e Costa Rica (5 a 2) serviram para o técnico Luiz Felipe Scolari ajeitar o time que conquistaria o pentacampeonato. A Turquia também mostrou força, chegando até às semifinais.

2006 – Aquecimento para o vexame
De novo o sorteio foi bom para o Brasil, colocando no caminho do time de Carlos Alberto Parreira a Croácia, a Austrália e o Japão. Sem grandes atuações, o Brasil venceu os três jogos – 1 a 0 sobre os croatas, 2 a 0 nos australianos e 4 a 1 diante dos japoneses. Mas, nas quartas de final, contra a França, aconteceu o que todo mundo lembra: derrota por 1 a 0 e eliminação. Que pode ser vingada já na primeira fase em 2010.

Adriano treina com sua chuteira cortada no calcanhar

O Atacante Adriano queimou o pé esquerdo na quinta-feira (26); dores no local o impediram de jogar no 2 a 0 do Flamengo sobre o Corinthians, no domingo (29), que valeu a liderança do Brasileiro


O atacante Adriano treinou nesta quinta-feira (3) com a chuteira do pé esquerdo cortada no calcanhar, onde está localizada a bolha causada por uma queimadura que o tirou do duelo com o Corinthians, no último domingo (29), vencido por 2 a 0 pelo Flamengo. Apesar do ferimento ainda causar dores, Adriano está confirmado para o jogo decisivo de domingo (6), contra o Grêmio, no Maracanã, pela útlima rodada do Campeonato Brasileiro.

Juan: de determinante a peça nem tão fundamental no Flamengo

Lateral admite que em alguns momentos foi merecedor das vaias da torcida e diz: ‘Sempre quis continuar aqui’

Foi-se o tempo em que, para vencer, o Flamengo dependia, quase que exclusivamente, dos laterais. Léo Moura soube modificar o estilo de jogar e novamente passou a ser preponderante no esquema tático. Juan, no entanto, ainda capenga.

Se em 2007 e 2008 o jogador foi uma das principais peças do time no Campeonato Brasileiro, na trajetória que pode terminar no título, tem participação discreta. Ficou fora do time cerca de dois meses por causa de uma operação no joelho e quando voltou não se encontrou. Em alguns jogos, chegou a ser vaiado pela torcida.

- Ficaria chateado se fosse implicância comigo. Mas não é. Todo mundo que joga mal é vaiado. Eu sei que fui merecedor das cobranças em alguns momentos e, mesmo vaiado, sempre quis continuar aqui – disse o lateral, que no último domingo completou 200 jogos pelo clube.

Desde 2006 na Gávea, Juan, volta e meia, precisa vir a público desmentir uma transferência. Recentemente, o colocaram no Corinthians. A diretoria não tem interesse em se desfazer do jogador, até porque o clube detém apenas 25% dos direitos econômicos dele.
- Não lucraríamos quase nada, e o Juan é um jogador muito importante – afirmou o vice-presidente de futebol Marcos Braz.

Mas nem sempre foi assim. Quando estreou, ele conviveu com as vaias e foi parar no banco de reservas.

- Demorei a entender o Fla. Sofri na pele para aprender e depois foi muito prazeroso. Esse clube me proporcionou a chance de chegar à seleção brasileira, o meu grande sonho.

Neste domingo, ao lado dos companheiros, Juan tem a chance de pôr fim a uma fila de 17 anos sem título do Flamengo no Brasileiro. Basta vencer o Grêmio, às 17h (de Brasília), no Maracanã.

FOTO: Alemães fazem leilão de chuteiras autografadas para ajudar crianças


Em frente ao Centro de Convenções da Cidade do Cabo, onde acontecerá o sorteio da Copa do Mundo na sexta-feira, uma pequena exposição de chuteiras chama atenção. Um grupo de alemães da pequena Baden-Wuerttemberg lançou a segunda edição da iniciativa "Nós amamos a África" - agora com o objetivo de pagar as cirurgias de pelo menos 32 crianças necessitadas. Para conseguir fundos, a ideia é leiloar 32 chuteiras pintadas com as cores de cada seleção do Mundial. E conseguir o autógrafo dos jogadores de cada seleção para valorizá-las. Em 2006, a cidade alemã foi sede da seleção do Togo durante a Copa - e o mesmo grupo levantou fundos para o tratamento de doenças no continente.

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